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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Irena Sendler - Texto em portugues

Em memória de todos os que morreram às mãos dos nazis...



sábado, 14 de agosto de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

31 de Janeiro de 1891

Breve história da Revolta do 31 de Janeiro - Porto


No dia 31 de Janeiro de 1891, a cidade do Porto assistiu à revolta militar contra as cedências do Governo (em regime de monarquia) ao ultimato britânico de 1890, por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique. Os Principais responsáveis pelo levantamento militar foram, o Capitão António Amaral Leitão, o Alferes Rodolfo Malheiro, o Tenente Coelho, o Dr. Alves da Veiga, o Actor Verdial e Santos Cardoso, para além de outras figuras ilustres da época (Aurélio da Paz dos Reis, Basílio Teles, Sampaio Bruno e João Chagas).
Na madrugada de 31 de Janeiro, o Batalhão de Caçadores nº 9 comandado por sargentos, dirige-se para o Campo de Santo Ovídio, actualmente Praça da República, para juntar-se a outros regimentos e forças militares. O Batalhão vai ao encontro do grupo de Alferes Malheiro, do Regimento de Infantaria 10, liderado pelo Coronel Coelho e da companhia da Guarda Fiscal. O Regimento de Infantaria 18, fica retido pelo Coronel Meneses de Lencastre, que demonstra a sua neutralidade perante o movimento revolucionário.
Os revoltosos seguem pela Rua do Almada e vão para a Praça de D. Pedro, hoje Praça da Liberdade. Nesse mesmo local em frente do antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, assistem ao discurso de Alves da Veiga para proclamar o governo provisório da República, e hastear uma bandeira vermelha e verde. Estava instalada a euforia, havia foguetes e fanfarras, as pessoas davam vivas à República. Após o discurso de Alves da Veiga, as forças militares e alguns civis subiram pela Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com a finalidade de tomar a estação de Correios e Telégrafos. O movimento revolucionário sofre um rude golpe. A Guarda Municipal, posicionada na escadaria da Igreja de Santo Ildefonso, com a sua artilharia, travou os intentos dos revoltosos. Terão morrido 12 revoltosos e feridos foram aproximadamente 50.
A revolta não teve o sucesso esperado.Os revoltosos foram levados e julgados em Conselhos de Guerra. Assim foram julgados 505 militares e alguns civis. As penas variaram de 18 meses e 15 anos de prisão para os responsáveis desta revolta.
Por isso, e no momento que foi implantada a República (5 de Outubro de 1910), em homenagem à revolta de 31 de Janeiro de 1891, a Rua de Santo António foi rebaptizada para Rua 31 de Janeiro.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010